RELATÓRIO SOBRE O TRABALHO DO AEE NO
ANO DE 2012
GESTORA ESCOLAR: DÉBORA GOMES REIS
MARTINS
PROFESSOR AEE – ISRAEL BARBOSA
MARTINS
RELATO INDIVIDUAL COM ALUNOS
ANA CAROLINA DIAS B. DINIZ – (09 anos)
Ana
Carolina Dias Borges Diniz, (DMU)
A aluna possui dificuldades de
locomoção tendo que se adaptar a um andador. No início, ela não se expressava
claramente em sua forma oral, porém, aos poucos fomos conhecendo e, logo ela
passou a se expressar claramente, embora, exista uma pequena dificuldade em sua
fala. Ana é uma menina que cresce longe de sua mãe verdadeira. É criada por sua
tia (Anne Gisele), que lhe dá
bastante carinho, e lhe trata como sua filha. Ana ainda não é alfabetizada, e
também, possui dificuldades em
leitura. No entanto, desenvolveu com sua imaginação uma forma
nova de leitura, ou seja, ela absolve das imagens dos livros e cria suas
próprias histórias daquilo que vê. No início, a aluna era tratada apenas por
Carol. No entanto, percebi que isso estava prejudicando a aluna na escrita de
seu nome. Então, fiz um trabalho de orientação aos outros colegas e também seus
professores regentes. Alem da deficiência física, ela possui uma deficiência intelectual, o que de
dificulta a sua aprendizagem em leitura e escrita. Tentamos ajudá-la, fornecendo
apoio com materiais diversificados, porém, o tempo ainda foi muito pouco, e ela
não conseguiu ainda uma grande progressão neste campo. No decorrer do trabalho
(AEE), identificamos que a aluna escreve espelhado em determinados casos.
ALANNA DE SOUZA RODRIGUES – (09 anos)

Alanna
de Souza Rodrigues (BV).
A aluna possui uma leve
dificuldade na visão, na maior parte causada pelo Estrabismo, levando-a usar sempre um tampão para correção de seus
olhos. No entanto, devido ao incômodo nem sempre ela está usando, deixando para
nós o papel de sempre está a alertando para esse cuidado. A aluna consegue ler
com alguma dificuldade devido à sua necessidade de visão. Alanna, em sua
infância passou por perdas em sua família. Primeiro o falecimento de seu pai, e
depois o de sua irmã, os dois com problema de câncer. A aluna é criada por sua
mãe e um padrasto, com quem sua mãe teve outra filha. Trabalhamos esta questão,
fazendo com que ela desenvolvesse a socialização dentre as pessoas que com ela
convivem. No início foi um pouco difícil, mas no processo de ensino, houve um
avanço considerável quanto ao que havia sido criado com tal situação. Hoje,
Alanna é uma aluna mais sociável e tranqüila em relação aos fatos ocorridos em
sua infância.
DANIEL RODRIGUES DORTA DOS SANTOS –(13 anos)

Daniel Rodrigues Dorta dos Santos (DMU).
O aluno possui dificuldades na fala, tem
deficiência intelectual e baixa visão. É afetivo, carinhoso, e gosta muito de
distribuir esse carinho às pessoas. No início de nosso trabalho, ele gostava de
beijar somente os meninos, rejeitando e até sendo agressivo às vezes com as
meninas. Decidimos então, procurar meios que neutralizassem essa rejeição.
Neste caso, conversamos com ele, com a mãe dele e também com os seus colegas de
sala regular. Orientamos com certas maneiras de se relacionar com as pessoas,
trabalhando com ele, o certo e o errado. Assim, conseguimos diminuir
grandiosamente esta questão. Hoje o aluno trata bem a todos com igualdade, seja
ele ou ela. Sempre respeitando o seu próximo seja ele quem for. O educando
gosta muito da turma do Chaves, por isso, sempre fornecemos a ele a
oportunidade de vê-los, assim que houvesse a realização das tarefas junto ao
AEE. Seus pais o apóiam muito, estão sempre na escola. Cumprem o horário de vir
buscá-lo todos os dias. Conversamos bastante! O aluno ainda não freqüenta a
APAE, no entanto, os pais já foram orientados para que no ano de 2013, eles o
matriculem lá, para que seu filho possa desenvolver a sua fala, realizando um
trabalho junto a uma fonoaudióloga.
ELÂINE FERREIRA DOS SANTOS – (12 anos)

Elaine Ferreira dos Santos (DI).
A aluna possui deficiência
intelectual com perdas imediata de tudo o que é repassado a ela teoricamente. Possui
grande dificuldade em leitura e escrita, não reconhece números e não faz nenhum
tipo de cálculo. Está cursando o sexto ano, porém, ainda não é alfabetizada.
Tudo isso, advém de sua deficiência intelectual. Mora com sua mãe, que
raramente visita a filha na escola. Esteve em reunião com o professor desta
sala apenas uma vez. E foi aí que tivemos a oportunidade para conversarmos
sobre sua filha. A mãe é sabedora da dificuldade da aluna, entretanto, coloca
toda a culpa na escola com relação a sua necessidade de aprendizagem. A aluna
não tem boa memória. Mas, identifiquei alguns aspectos interessantes em suas
ações, e pude constatar que isto ocorre apenas dentro da escola, pois, já a
encontrei por várias vezes andando nas ruas do setor onde mora. E quando chega
à sala de recursos para nossas aulas, converso com ela sobre onde ela anda com
quem ela conversou, ou o que aconteceu no meio do caminho. Aí então, ela conta
tudo o que aconteceu naquele dia. No entanto, no que diz respeito aos conteúdos
de sala de aula, ela se perde esquecendo tudo rapidamente. Isto então, nos
fornece uma incógnita como desafio de estudo de caso quem sabe.
SUNAIRA DE SOUZA CORRÊA – (15 anos)

Sunaira de Souza Corrêa (DI)
Aluna com deficiência intelectual
leve. Desenvolveu a escrita, no entanto, não consegue realizar leitura, é capaz
de realizar cálculos simples de adição e subtração. Está cursando o sexto ano,
e ainda não faz nenhuma leitura, porém, escreve e desenha perfeitamente.
Contudo, acontecimentos familiares possam ter prejudicado ainda mais o seu
desenvolvimento cognitivo. Sua família está em processo de separação, e isso a
levará até mesmo a mudar para outra cidade. Sunaira é uma aluna tímida,
retraída e muito calada. Tem poucas relações de amizades na escola. Nosso
trabalho aqui foi de levantar sua alta estima, por meio de conversas,
incentivos morais e sociais como orientá-la sobre seu papel como adolescente
dentro e fora da escola. Sua família está um pouco conturbada, no momento sua
mãe está pretendo se mudar para outra cidade, isto devido a problemas
extraconjugais. Sabemos que isso acarretará sérios riscos para o
desenvolvimento de sua filha. Mas, entregamos á Deus, pois, assim, ele tudo
fará.
SUZANE RODRIGUES DA SILVA – (12 anos)

Suzane Rodrigues da Silva (DI)
A aluna possui grande dificuldade
em desenvolver leitura e escrita. Tem uma deficiência intelectual que pode ser
causada pela sua convivência familiar. Sua família é desestruturada, mora com a
mãe e uma irmã, e seu pai é um presidiário. Isto tudo fez com que seu intelecto
fosse afetado lhe trazendo grandes danos à sua aprendizagem dentro da escola.
Suzane às vezes, se torna agressiva com os colegas, desenvolveu hábitos que
foram vivenciados dentro de sua casa configurados pelos atos de seu pai. Por
muitas vezes, se tornou relaxada com seus materiais escolares e também com seu
corpo físico. Isto causava afastamento de seus colegas de turma deixando
isolada do convívio de sala de aula. No entanto, procuramos trabalhar com ela,
a questão da sociabilidade e do respeito às outras pessoas e as suas coisas ou
objetos, e que existe uma particularidade para cada um. Sendo cada pessoa
possuidora dos seus pertences. Com isso, a aluna teve um rendimento moderado
durante este ano. Contudo, detectamos que a sua família é uma das maiores
causas de seu transtorno, levando-a a cometer tais atos mediante a sua conduta.
Orientamos a mãe a procurar um tratamento psicológico familiar, onde isto iria
ajudar tanto ela quanto as suas duas filhas. No mais, Suzane, é uma boa aluna,
nos respeita como professor de sala de recurso, é afetuosa conosco e tem muito
a aprender como pessoa, e isto, o tempo dirá e a ajudará.
SABRYNNA CARVALHO LEITE – (08
anos)

Sabrynna Carvalho Leite (BV)
A aluna possui baixa visão devido
a uma lesão em seu nervo óptico. O que requer uma cirurgia urgente, para
prevenir a sua perda total da visão. É uma aluna amável, carinhosa e meiga.
Ainda não foi alfabetizada e sua escrita é de baixa qualidade. A aluna necessita
de uma aproximação melhor do quadro, devendo se sentar nas carteiras da frente
de preferência. A professora regente já foi orientada a tomar esta providência,
e já assim o fez. A aluna tem estrabismo, e necessita de uso de tampão, no
entanto, não foi adquirido por sua família. Fizemos um trabalho de complemento
em leitura por meio de textos, imagens, jogos e livros infantis. No entanto,
ainda daremos sequência no ano de 2013, pois, os avanços existiram mesmo que em
pequena escala.
SABRINA DIAS LIMA (08 anos)

Sabrina Dias Lima – (BV)
A aluna possui baixa visão de
forma moderada. Foi incluída no trabalho do AEE, para que houvesse um descanso
de sua visão, devido a constantes dores de cabeção e tonturas em sala de aula.
Daí então, orientamos a professora regente para que providenciasse o assento da
aluna nas carteiras da frente, para assim, ocorresse seu melhor desempenho
diante dos conteúdos propostos à turma. Sua é frequentadora assídua da escola,
participa de reuniões, acompanha todas as suas filhas no processo de educação
escolar junto à unidade de ensino.
WÍTALO RODRIGUES BARBOSA – (12
anos)

Wítalo Rodrigues Barbosa (DMU)
Este aluno é meu maior desafio
neste trabalho. Ele é portador de uma paralisia cerebral profunda, onde afetou
o desenvolvimento de sua fala e de sua audição, e também alguns movimentos de seu corpo. Com isso, ele não
fala e sua audição tem perda profunda. Ainda não foi alfabetizado nem em Libras
e nem em Língua
Portuguesa. É por isso, que o vejo como meu desafio, pois sei
que tenho que alfabetizá-lo pelo menos em Libras (língua brasileira de sinais).
Daí então, ele se comunicará com outras pessoas normalmente em sinais. Para isso,
estou buscando aprender cada dia mais sobre a língua de sinais. Trazendo
materiais em vídeos, textos com imagens transcritas para Libras e vice-versa.
Estou propondo-me a fazer no ano que vem um estudo de caso com este aluno, para
que seja apresentado nos cursos onde houver a minha participação. Para isso, irei
realizar um maior acompanhamento rigoroso, tanto dentro como fora da unidade
escolar. Os pais deste aluno são frequentes na escola, realizam visitas e
buscas de seus filhos (03), sempre havendo um revezamento entre mãe e pai.
Wítalo é querido de todos na escola. Ocorreu um grande avanço do início dos
trabalhos no ano letivo, onde o aluno era muito inquieto, agressivo e não
conseguia se concentrar nas atividades dentro da sala de aula regular. Foi
então que conversamos com os pais, a direção e o professor regente, que o aluno
ficaria apenas uma parte dos estudos na escola. Ficando seus pais responsáveis
pela sua busca todos os dias às 12 horas. Assim, conseguimos tranquilizar um
pouco mais tanto ele quanto seus colegas e fluir um tanto que melhor, o trabalho
de regência do professor. Tudo isso, com autorização da SEMED/PALMAS-TO.
ISRAEL BARBOSA MARTINS – (AEE)

Literalmente! Este foi um ano de
aprendizado para mim em todos os campos de minha vida. E na área educacional,
Deus me deu esta oportunidade de conhecer novas pessoas. Garanto que elas já
haviam passadas sobre meus olhos, e, no entanto, não tinha prestado atenção em
nenhuma delas. Olha que são poucos que podem admitir isto! Trabalhar com o AEE
(atendimento educacional especializado),
fazer com que muitos entendam e aceitem não somente o nosso trabalho, mas
também, ter um novo olhar para estas pessoas, que não são nem melhores e nem
piores do que nós, mas, são IGUAIS. Esta sim, a lição mais difícil que tive que
passar. “Professor de deficientes, se
torna também deficiente, se não mostrar nenhuma eficiência”. (frase minha)
No início tudo foi um pouco complicado; a
minha adequação ao trabalho, a aceitação por parte dos alunos e pais, a ida em
busca de conteúdos para fluir o nosso trabalho, assim como, a minha participação
em cursos, formações, seminários, reuniões, etc. Os meus colegas, que no começo
viam o trabalho de um jeito estranho e complicado, passaram a enxergar alguma
facilidade e “moleza”, mas, isto sem dar um verdadeiro grau de sentido às
pessoas que fazem parte deste núcleo de vivência. Aí então, passei a uma fase
de buscar um significado a minha presença na escola, como professor responsável
pelo AEE. Confesso que, no que diz respeito a alguns, ainda não consegui
mostra-los. Mas tive pessoas que acreditaram em mim, e que me deram forças, me
fornecendo as suas amizades e suas companhias durantes as realizações de
tarefas e até mesmo, nos fazendo visitas até a nossa sala de recursos (SRM), e
nos apoiando. Outras, passando e com olhares tirando suas próprias conclusões
sem nenhuma aproximação dos nossos AEEs. Isto talvez tenha nos feitos querer
ter um crescimento na convivência com nossos alunos e seus familiares. Aprender
mais sobre Libras, Downs, Autistas, TGD, Braille, Rett, Asperger e tantos
outros “problemas” patológicos que descobrimos. Mas, a maior de todas as
doenças que a escola ainda não conseguiu enxergar, é a “INCLUSÃO”. Falar em
inclusão é muito fácil para qualquer um que habita no campo educativo. Porém,
se tornar um educador disposto a fazer uma verdadeira inclusão isso talvez, não
seja fácil, no entanto, não é impossível para aquele que realmente pensa como
educador. Então é isso aí! Que Jesus nos ilumine cada dia mais em nosso
trabalho em todas as nossas ações educativas e sociais onde nós estivermos.
Feliz 2013!
JESUS AMA VC...
RELATÓRIO SOBRE O TRABALHO DO AEE NO
ANO DE 2012
GESTORA ESCOLAR: DÉBORA GOMES REIS
MARTINS
PROFESSOR AEE – ISRAEL BARBOSA
MARTINS
RELATO INDIVIDUAL COM ALUNOS
ANA CAROLINA DIAS B. DINIZ – (09 anos)
Ana
Carolina Dias Borges Diniz, (DMU)
A aluna possui dificuldades de
locomoção tendo que se adaptar a um andador. No início, ela não se expressava
claramente em sua forma oral, porém, aos poucos fomos conhecendo e, logo ela
passou a se expressar claramente, embora, exista uma pequena dificuldade em sua
fala. Ana é uma menina que cresce longe de sua mãe verdadeira. É criada por sua
tia (Anne Gisele), que lhe dá
bastante carinho, e lhe trata como sua filha. Ana ainda não é alfabetizada, e
também, possui dificuldades em
leitura. No entanto, desenvolveu com sua imaginação uma forma
nova de leitura, ou seja, ela absolve das imagens dos livros e cria suas
próprias histórias daquilo que vê. No início, a aluna era tratada apenas por
Carol. No entanto, percebi que isso estava prejudicando a aluna na escrita de
seu nome. Então, fiz um trabalho de orientação aos outros colegas e também seus
professores regentes. Alem da deficiência física, ela possui uma deficiência intelectual, o que de
dificulta a sua aprendizagem em leitura e escrita. Tentamos ajudá-la, fornecendo
apoio com materiais diversificados, porém, o tempo ainda foi muito pouco, e ela
não conseguiu ainda uma grande progressão neste campo. No decorrer do trabalho
(AEE), identificamos que a aluna escreve espelhado em determinados casos.
ALANNA DE SOUZA RODRIGUES – (09 anos)

Alanna
de Souza Rodrigues (BV).
A aluna possui uma leve
dificuldade na visão, na maior parte causada pelo Estrabismo, levando-a usar sempre um tampão para correção de seus
olhos. No entanto, devido ao incômodo nem sempre ela está usando, deixando para
nós o papel de sempre está a alertando para esse cuidado. A aluna consegue ler
com alguma dificuldade devido à sua necessidade de visão. Alanna, em sua
infância passou por perdas em sua família. Primeiro o falecimento de seu pai, e
depois o de sua irmã, os dois com problema de câncer. A aluna é criada por sua
mãe e um padrasto, com quem sua mãe teve outra filha. Trabalhamos esta questão,
fazendo com que ela desenvolvesse a socialização dentre as pessoas que com ela
convivem. No início foi um pouco difícil, mas no processo de ensino, houve um
avanço considerável quanto ao que havia sido criado com tal situação. Hoje,
Alanna é uma aluna mais sociável e tranqüila em relação aos fatos ocorridos em
sua infância.
DANIEL RODRIGUES DORTA DOS SANTOS –(13 anos)

Daniel Rodrigues Dorta dos Santos (DMU).
O aluno possui dificuldades na fala, tem
deficiência intelectual e baixa visão. É afetivo, carinhoso, e gosta muito de
distribuir esse carinho às pessoas. No início de nosso trabalho, ele gostava de
beijar somente os meninos, rejeitando e até sendo agressivo às vezes com as
meninas. Decidimos então, procurar meios que neutralizassem essa rejeição.
Neste caso, conversamos com ele, com a mãe dele e também com os seus colegas de
sala regular. Orientamos com certas maneiras de se relacionar com as pessoas,
trabalhando com ele, o certo e o errado. Assim, conseguimos diminuir
grandiosamente esta questão. Hoje o aluno trata bem a todos com igualdade, seja
ele ou ela. Sempre respeitando o seu próximo seja ele quem for. O educando
gosta muito da turma do Chaves, por isso, sempre fornecemos a ele a
oportunidade de vê-los, assim que houvesse a realização das tarefas junto ao
AEE. Seus pais o apóiam muito, estão sempre na escola. Cumprem o horário de vir
buscá-lo todos os dias. Conversamos bastante! O aluno ainda não freqüenta a
APAE, no entanto, os pais já foram orientados para que no ano de 2013, eles o
matriculem lá, para que seu filho possa desenvolver a sua fala, realizando um
trabalho junto a uma fonoaudióloga.
ELÂINE FERREIRA DOS SANTOS – (12 anos)

Elaine Ferreira dos Santos (DI).
A aluna possui deficiência
intelectual com perdas imediata de tudo o que é repassado a ela teoricamente. Possui
grande dificuldade em leitura e escrita, não reconhece números e não faz nenhum
tipo de cálculo. Está cursando o sexto ano, porém, ainda não é alfabetizada.
Tudo isso, advém de sua deficiência intelectual. Mora com sua mãe, que
raramente visita a filha na escola. Esteve em reunião com o professor desta
sala apenas uma vez. E foi aí que tivemos a oportunidade para conversarmos
sobre sua filha. A mãe é sabedora da dificuldade da aluna, entretanto, coloca
toda a culpa na escola com relação a sua necessidade de aprendizagem. A aluna
não tem boa memória. Mas, identifiquei alguns aspectos interessantes em suas
ações, e pude constatar que isto ocorre apenas dentro da escola, pois, já a
encontrei por várias vezes andando nas ruas do setor onde mora. E quando chega
à sala de recursos para nossas aulas, converso com ela sobre onde ela anda com
quem ela conversou, ou o que aconteceu no meio do caminho. Aí então, ela conta
tudo o que aconteceu naquele dia. No entanto, no que diz respeito aos conteúdos
de sala de aula, ela se perde esquecendo tudo rapidamente. Isto então, nos
fornece uma incógnita como desafio de estudo de caso quem sabe.
SUNAIRA DE SOUZA CORRÊA – (15 anos)

Sunaira de Souza Corrêa (DI)
Aluna com deficiência intelectual
leve. Desenvolveu a escrita, no entanto, não consegue realizar leitura, é capaz
de realizar cálculos simples de adição e subtração. Está cursando o sexto ano,
e ainda não faz nenhuma leitura, porém, escreve e desenha perfeitamente.
Contudo, acontecimentos familiares possam ter prejudicado ainda mais o seu
desenvolvimento cognitivo. Sua família está em processo de separação, e isso a
levará até mesmo a mudar para outra cidade. Sunaira é uma aluna tímida,
retraída e muito calada. Tem poucas relações de amizades na escola. Nosso
trabalho aqui foi de levantar sua alta estima, por meio de conversas,
incentivos morais e sociais como orientá-la sobre seu papel como adolescente
dentro e fora da escola. Sua família está um pouco conturbada, no momento sua
mãe está pretendo se mudar para outra cidade, isto devido a problemas
extraconjugais. Sabemos que isso acarretará sérios riscos para o
desenvolvimento de sua filha. Mas, entregamos á Deus, pois, assim, ele tudo
fará.
SUZANE RODRIGUES DA SILVA – (12 anos)

Suzane Rodrigues da Silva (DI)
A aluna possui grande dificuldade
em desenvolver leitura e escrita. Tem uma deficiência intelectual que pode ser
causada pela sua convivência familiar. Sua família é desestruturada, mora com a
mãe e uma irmã, e seu pai é um presidiário. Isto tudo fez com que seu intelecto
fosse afetado lhe trazendo grandes danos à sua aprendizagem dentro da escola.
Suzane às vezes, se torna agressiva com os colegas, desenvolveu hábitos que
foram vivenciados dentro de sua casa configurados pelos atos de seu pai. Por
muitas vezes, se tornou relaxada com seus materiais escolares e também com seu
corpo físico. Isto causava afastamento de seus colegas de turma deixando
isolada do convívio de sala de aula. No entanto, procuramos trabalhar com ela,
a questão da sociabilidade e do respeito às outras pessoas e as suas coisas ou
objetos, e que existe uma particularidade para cada um. Sendo cada pessoa
possuidora dos seus pertences. Com isso, a aluna teve um rendimento moderado
durante este ano. Contudo, detectamos que a sua família é uma das maiores
causas de seu transtorno, levando-a a cometer tais atos mediante a sua conduta.
Orientamos a mãe a procurar um tratamento psicológico familiar, onde isto iria
ajudar tanto ela quanto as suas duas filhas. No mais, Suzane, é uma boa aluna,
nos respeita como professor de sala de recurso, é afetuosa conosco e tem muito
a aprender como pessoa, e isto, o tempo dirá e a ajudará.
SABRYNNA CARVALHO LEITE – (08
anos)

Sabrynna Carvalho Leite (BV)
A aluna possui baixa visão devido
a uma lesão em seu nervo óptico. O que requer uma cirurgia urgente, para
prevenir a sua perda total da visão. É uma aluna amável, carinhosa e meiga.
Ainda não foi alfabetizada e sua escrita é de baixa qualidade. A aluna necessita
de uma aproximação melhor do quadro, devendo se sentar nas carteiras da frente
de preferência. A professora regente já foi orientada a tomar esta providência,
e já assim o fez. A aluna tem estrabismo, e necessita de uso de tampão, no
entanto, não foi adquirido por sua família. Fizemos um trabalho de complemento
em leitura por meio de textos, imagens, jogos e livros infantis. No entanto,
ainda daremos sequência no ano de 2013, pois, os avanços existiram mesmo que em
pequena escala.
SABRINA DIAS LIMA (08 anos)

Sabrina Dias Lima – (BV)
A aluna possui baixa visão de
forma moderada. Foi incluída no trabalho do AEE, para que houvesse um descanso
de sua visão, devido a constantes dores de cabeção e tonturas em sala de aula.
Daí então, orientamos a professora regente para que providenciasse o assento da
aluna nas carteiras da frente, para assim, ocorresse seu melhor desempenho
diante dos conteúdos propostos à turma. Sua é frequentadora assídua da escola,
participa de reuniões, acompanha todas as suas filhas no processo de educação
escolar junto à unidade de ensino.
WÍTALO RODRIGUES BARBOSA – (12
anos)

Wítalo Rodrigues Barbosa (DMU)
Este aluno é meu maior desafio
neste trabalho. Ele é portador de uma paralisia cerebral profunda, onde afetou
o desenvolvimento de sua fala e de sua audição, e também alguns movimentos de seu corpo. Com isso, ele não
fala e sua audição tem perda profunda. Ainda não foi alfabetizado nem em Libras
e nem em Língua
Portuguesa. É por isso, que o vejo como meu desafio, pois sei
que tenho que alfabetizá-lo pelo menos em Libras (língua brasileira de sinais).
Daí então, ele se comunicará com outras pessoas normalmente em sinais. Para isso,
estou buscando aprender cada dia mais sobre a língua de sinais. Trazendo
materiais em vídeos, textos com imagens transcritas para Libras e vice-versa.
Estou propondo-me a fazer no ano que vem um estudo de caso com este aluno, para
que seja apresentado nos cursos onde houver a minha participação. Para isso, irei
realizar um maior acompanhamento rigoroso, tanto dentro como fora da unidade
escolar. Os pais deste aluno são frequentes na escola, realizam visitas e
buscas de seus filhos (03), sempre havendo um revezamento entre mãe e pai.
Wítalo é querido de todos na escola. Ocorreu um grande avanço do início dos
trabalhos no ano letivo, onde o aluno era muito inquieto, agressivo e não
conseguia se concentrar nas atividades dentro da sala de aula regular. Foi
então que conversamos com os pais, a direção e o professor regente, que o aluno
ficaria apenas uma parte dos estudos na escola. Ficando seus pais responsáveis
pela sua busca todos os dias às 12 horas. Assim, conseguimos tranquilizar um
pouco mais tanto ele quanto seus colegas e fluir um tanto que melhor, o trabalho
de regência do professor. Tudo isso, com autorização da SEMED/PALMAS-TO.
ISRAEL BARBOSA MARTINS – (AEE)

Literalmente! Este foi um ano de
aprendizado para mim em todos os campos de minha vida. E na área educacional,
Deus me deu esta oportunidade de conhecer novas pessoas. Garanto que elas já
haviam passadas sobre meus olhos, e, no entanto, não tinha prestado atenção em
nenhuma delas. Olha que são poucos que podem admitir isto! Trabalhar com o AEE
(atendimento educacional especializado),
fazer com que muitos entendam e aceitem não somente o nosso trabalho, mas
também, ter um novo olhar para estas pessoas, que não são nem melhores e nem
piores do que nós, mas, são IGUAIS. Esta sim, a lição mais difícil que tive que
passar. “Professor de deficientes, se
torna também deficiente, se não mostrar nenhuma eficiência”. (frase minha)
No início tudo foi um pouco complicado; a
minha adequação ao trabalho, a aceitação por parte dos alunos e pais, a ida em
busca de conteúdos para fluir o nosso trabalho, assim como, a minha participação
em cursos, formações, seminários, reuniões, etc. Os meus colegas, que no começo
viam o trabalho de um jeito estranho e complicado, passaram a enxergar alguma
facilidade e “moleza”, mas, isto sem dar um verdadeiro grau de sentido às
pessoas que fazem parte deste núcleo de vivência. Aí então, passei a uma fase
de buscar um significado a minha presença na escola, como professor responsável
pelo AEE. Confesso que, no que diz respeito a alguns, ainda não consegui
mostra-los. Mas tive pessoas que acreditaram em mim, e que me deram forças, me
fornecendo as suas amizades e suas companhias durantes as realizações de
tarefas e até mesmo, nos fazendo visitas até a nossa sala de recursos (SRM), e
nos apoiando. Outras, passando e com olhares tirando suas próprias conclusões
sem nenhuma aproximação dos nossos AEEs. Isto talvez tenha nos feitos querer
ter um crescimento na convivência com nossos alunos e seus familiares. Aprender
mais sobre Libras, Downs, Autistas, TGD, Braille, Rett, Asperger e tantos
outros “problemas” patológicos que descobrimos. Mas, a maior de todas as
doenças que a escola ainda não conseguiu enxergar, é a “INCLUSÃO”. Falar em
inclusão é muito fácil para qualquer um que habita no campo educativo. Porém,
se tornar um educador disposto a fazer uma verdadeira inclusão isso talvez, não
seja fácil, no entanto, não é impossível para aquele que realmente pensa como
educador. Então é isso aí! Que Jesus nos ilumine cada dia mais em nosso
trabalho em todas as nossas ações educativas e sociais onde nós estivermos.
Feliz 2013!
JESUS AMA VC...

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